Produtores de morango do Oeste Catarinense são capacitados em curso on-line

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Participaram 40 pessoas, entre técnicos e agricultores

A cultura do morango está se expandindo no Oeste Catarinense e para capacitar os agricultores durante o isolamento social, a Epagri ofertou nos dias 9 e 13 abril o curso on-line sobre implantação de cultivos. O primeiro encontro tratou de implantação de cultivos de morango em solo e o segundo sobre a implantação de cultivos em sistema semi-hidropônico e em solo suspenso. Os conteúdos foram ministrados pelas extensionistas rurais de Ouro Verde e de Ponte Serrada, engenheiras-agrônomas Camila Corrêa e Leila Tirelli da Motta

Ao todo foram mais de 40 participantes, entre técnicos e agricultores. Segundo as extensionistas, apesar da novidade, a capacitação de forma on-line foi muito bem avaliada pelos agricultores e técnicos participantes. Muitos relataram inclusive ter maior facilidade de participação, por não precisar de deslocamento. Além disso, o uso de exemplos de cultivos e propriedades já acompanhadas pelas instrutoras facilitou bastante a compreensão dos participantes. Novas ações com a cultura serão planejadas a partir de dificuldades relacionadas ao cultivo relatadas pelos agricultores.

Produção de morango na região

Em 2020, uma das ações da Epagri com os agricultores da região foi o auxílio na aquisição conjunta de mudas nacionais de morangueiro

Segundo o coordenador de fruticultura da Epagri na região, Thiago Marchi, atualmente são mais de 70 agricultores que trabalham comercialmente com a cultura no Oeste Catarinense e o número de interessados cresce ano a ano. “Pensando na sustentabilidade do crescimento dessa cadeia produtiva, desde o ano passado estamos desenvolvendo diversas ações voltadas diretamente a essa cultura e aos agricultores envolvidos nas regiões de Chapecó e Xanxerê”, diz.

Em 2020, uma das ações desenvolvidas foi o auxílio na aquisição conjunta de mudas nacionais de morangueiro. Foram mais de 25 mil mudas adquiridas e distribuídas com apoio da Epagri, sendo 90% delas do cultivar italiano Pircinque, de ciclo curto, superdoce, mais firme e com maior vida de prateleira. “Além dessas, mudas nacionais e estrangeiras chegam nos próximos meses na região, principalmente de cultivares mais tradicionais nos cultivos do Brasil, como a San Andreas e a Albion”, afirma Thiago.