Estudantes de Maracajá vão consumir alimentos orgânicos produzidos no município

A alimentação escolar da rede municipal de ensino de Maracajá em 2020 será elaborada também com produtos orgânicos produzidos no município. Dos 34 alimentos que serão adquiridos da agricultura familiar, nove têm certificação de orgânicos. “É a primeira vez que os orgânicos entram na lista, com certeza não sairão mais e, sobretudo, abrem caminho para que outros produtos e produtores passem a fornecer ao município e a qualificar a merenda escolar das nossas crianças”, comemora Ricardo Martins, engenheiro-agrônomo da Epagri.

A cultura de produtos orgânicos vem crescendo em Maracajá. Em 2019 mais três fornecedores se candidataram na chamada pública do Setor de Licitações da prefeitura: o produtor de pitaias Claudenir da Rocha; o bananicultor Valdecir Costa, e Lindomar de Almeida, que cultiva hortaliças e vai fornecer alface, beterraba, brócolis, couve, rúcula, repolho e tempero verde. “Todos estes produtos são certificados pela Rede Ecovida e atendem todos os requisitos”, salienta Ricardo Martins.

O orçamento para 2020 da alimentação escolar da rede municipal de ensino de Maracajá é de R$ 330,7 mil. Deste total, R$ 89,8 mil serão de produtos da agricultura familiar e, neste valor, estão inseridos cerca de R$ 27,4 mil dos três produtores de culturas orgânicas. O engenheiro-agrônomo da Epagri tem sido incentivador da implantação de culturas sem aditivos químicos e uso de técnicas de produção orgânica e considerou a inclusão da produção na merenda escolar como passo importante para o crescimento da produção orgânica.

“A disseminação da prática da cultura de produtos orgânicos é um processo longo e difícil, que começa com a conscientização dos produtores rurais e suas famílias, com mudanças de paradigmas. Toda inovação gera polêmica, desconforto e desconfiança; além disso, a produção orgânica exige mais do produtor, mas a qualidade e a rentabilidade compensam todos os esforços”, ressalta Ricardo. Segundo ele, outras famílias estão interessadas e o fornecimento à merenda escolar abre novas perspectivas.

“Com a certificação orgânica de alguns agricultores do nosso município foi possível adquirir alimentos totalmente sem agrotóxicos. Isso é um ganho para os consumidores, uma vez que vários estudos mostram que o consumo de alimentos com agrotóxicos em longo prazo estão ligados a déficit de atenção, infertilidade, problemas com emagrecimento, alergias entre outros”, comenta Cláudia Medeiros, nutricionista da Prefeitura de Maracajá, que elabora o cardápio dos estudantes. Segundo ela, “a escola é o espaço para promoção de hábitos saudáveis e nesse sentido não mediremos esforços em oferecer aos nossos alunos alimentos totalmente seguros”.

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