Com elevado número de cigarrinhas-do-milho no ambiente, produtores catarinenses devem intensificar manejo para safrinha

O último levantamento publicado pelo Programa Monitora Milho SC indica forte incidência de cigarrinhas-do-milho no ambiente, com uma média estadual de 120 insetos por armadilha. A pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa Monitora Milho SC, explica que este crescimento é esperado nesta época do ano, em razão de diversos fatores, como o avanço das lavouras para a fase vegetativa e as temperaturas mais elevadas, que favorecem a multiplicação de novos insetos.

As cidades com maiores índices de insetos por armadilha foram Porto União, no Planalto Norte, Xanxerê, Campo Erê, Irati, São Lourenço do Oeste e Tunápolis, no Oeste, além de Braço do Norte, no Sul do Estado. Maria Cristina salienta que é possível diminuir a população de cigarrinhas-do-milho nas lavouras por meio do manejo com produtos químicos. “É fundamental que os agricultores não negligenciem os plantios neste período crítico para a infecção das plantas”, afirma. 

A pesquisadora destaca ainda que um dos diferenciais do programa Monitora Milho SC é a utilização do exame de PCR, capaz de identificar a presença de patógenos nos insetos coletados. Esse procedimento garante que o setor produtivo receba informações precisas sobre os riscos de transmissão de doenças às lavouras e o nível de ameaça às lavouras de cada região. As últimas semanas demonstraram um aumento progressivo da bactéria do fitoplasma do enfezamento-vermelho, além da presença frequente dos vírus do rayado-fino e do mosaico estriado.

A indicação, além do manejo químico nas fases iniciais da lavoura, é que os produtores que ainda não realizaram a colheita da primeira safra regulem corretamente o maquinário para evitar a perda de grãos que podem dar origem ao milho voluntário. 

O programa Monitora Milho SC coleta e divulga semanalmente informações levantadas em 55 lavouras distribuídas em todo o Estado de Santa Catarina, permitindo que o setor produtivo acompanhe a evolução da população de cigarrinhas e as infecções causadas por esses insetos. 

O ataque de cigarrinhas infectadas com os patógenos dos enfezamentos pode comprometer substancialmente a produção de lavouras de milho. Para acompanhar a situação, foi criado no começo de 2021 o programa Monitora Milho SC, uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, composto pela Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. O Programa Monitora Milho SC se destaca como uma das principais iniciativas científicas da Epagri, conquistado reconhecimento em diversos eventos nacionais e internacionais. Sua metodologia tem servido de referência para ações similares em outros estados brasileiros e até para o exterior.

Informações atualizadas para os produtores

A pesquisadora Maria Cristina Canale, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Cepaf), explica que as informações geradas pelo monitoramento são fundamentais para a convivência da agricultura com a cigarrinha e as doenças transmitidas por ela. “Embora os enfezamentos já sejam conhecidos no país há algumas décadas, nós observamos que os surtos ocasionados por esses problemas têm sido bastante frequentes em todas as regiões produtoras do Brasil. Então é necessária a convivência do setor produtivo com o problema a partir de agora, inclusive aqui em Santa Catarina, com a participação ativa de todos os produtores envolvidos com a produção de milho, no manejo integrado regionalizado”, ressalta.

Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407/99661-6596

Informes do monitoramento da cigarrinha-do-milho em Santa Catarina safra 2025/26

1° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 15/08/2025)

2° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 22/08/2025)

3° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 29/08/2025)

4° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 05/09/2025)

5° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 12/09/2025)

6° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 19/09/2025)

7° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 26/09/2025)

8° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 03/10/2025)

9° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 10/10/2025)

10° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 17/10/2025)

11° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 24/10/2025)

12° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 03/11/2025)

13° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 07/11/2025)

14° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 14/11/2025)

15° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 24/11/2025)

16° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 28/11/2025)

17° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 05/12/2025)

18° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 12/12/2025)

19° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 19/12/2025)

20° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 09/1/2026)

21° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 16/1/2026)

22° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 23/1/2026)

23° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 30/1/2026)

24° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 6/2/2026)

25° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 13/2/2026)

26° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 20/2/2026)

27° INFORME DA SAFRA 2025/26 (Atualizado em 27/2/2026)