Coronavírus em SC: Epagri e agricultores unidos na luta contra a pandemia

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A Epagri se uniu aos agricultores catarinenses na luta contra a pandemia. Para evitar a disseminação da Covid-19, as atitudes vão muito além de usar álcool em gel e máscara. Tem quem tenha priorizado as vendas on-line, tem gente que deixou o pai em casa e assumiu as entregas e tem novas regras para a execução da atividade de extensão, que, como é essencial, não parou.

Ivone Mateussi, de Trombudo Central, aposta na saúde mental

A Sandra Castanha e o Joel Leandro Eger produzem morangos e geleias artesanais em Ituporanga. Com a pandemia, o casal passou a vender praticamente toda a sua produção pela internet. Assim, atendem ao cliente de forma diferenciada, entregando diretamente nas casas com todas as garantias de segurança estabelecidas pelos protocolos contra a Covid.

Em Antônio Carlos, o agricultor Eugênio Petri Junior evita sair de casa, mas quando sai, leva suas próprias refeições, para não precisar se alimentar fora. Álcool gel, máscara e distanciamento social fazem parte da rotina, que inclui também tomar um banho e colocar toda a roupa para lavar quando volta da rua para casa.

O Reginaldo Espanhol, de Guaramirim, divide o trabalho na roça com o pai de 60 anos. Mas na hora das entregas, ele tem procurado ir sozinho, para poupar o patriarca da família. Outra providência importante que tomou foi fazer as entregas nas primeiras horas da manhã, quando a circulação de pessoas é menor. Sem esquecer nunca da máscara, do distanciamento social e da higiene das mãos.

Saúde mental

Em Trombudo Central, a Ivone Mateussi, que é uma agricultora já idosa, investiu na sanidade mental para atravessar a pandemia. “Me cuido com as minhas verduras, as minhas plantas, tudo que faço é com amor, daí não é difícil”. Sobre a necessidade de isolamento, ela garante que está “levando a vida numa boa, porque, a gente estando na casa da gente já é um pedaço do céu aqui na terra”. Quando sai de sua propriedade, o que é raro, é com máscara, álcool gel e distanciamento. “Não é porque a gente está na área rural que não tem que se cuidar, o perigo é o mesmo. A gente tem que valorizar muito a vida”.

Juliano Wardenski garante que no mercado municipal de Canoinhas todas as medidas foram tomadas

No mercado municipal de Canoinhas, os agricultores adotaram “todas as medidas possíveis e cabíveis para proteger a saúde”, descreve Juliano Wardenski. Ele conta que lá dentro cada feirante tem sua máscara, além de álcool gel distribuído nas bancas, pelas paredes e na entrada do mercado. Na porta também são distribuídas senhas aos consumidores, para evitar aglomeração. Juliano dá o recado:  “nós, agricultores, também estamos aí, tomando todos os cuidados”.

Em Arroio Trinta, a Marilse Baldo Serighelli, recebe o extensionista da Epagri com um mantra: “boa tarde, seja bem-vindo aqui em casa, usando máscara que nem a gente, mantendo distância”. Ela aprendeu a aplicar o protocolo direitinho, para proteger, além da sua saúde, a do marido que é asmático, da mãe que é idosa e da irmã que é portadora de deficiência. “Temos muito carinho com as visitas, mas qualquer pessoa tem que respeitar esse momento”, sentencia a agricultora. O seu esposo Gilberto Agostinho Serighelli conta que a regra na casa é evitar sair, mas quando sai é com máscara e álcool gel no carro. “Temos que respeitar para ver se termina o quanto antes essa pandemia”, afirma ele com sabedoria.

Para manter as atividades de turismo rural, a Rosângela Erahardt, que é agricultora em Petrolândia, exige que todos os visitantes usem máscara e álcool em gel, que está disponível na entrada da propriedade. Ela, que também fabrica queijo artesanal de ovelha, garante que tenta ao máximo se cuidar e cuidar da segurança sanitária de seus visitantes.

Extensão

Ricardo Probst é extensionista rural da Epagri nas cidades de Taió e Mirim Doce. “Sabemos dos problemas que estamos enfrentando com o coronavirus, mas as nossas visitas não podem parar. Para isso, a gente tem tomado certos cuidados”, relata. Uma das principais medidas de cautela é, ao marcar antecipadamente a visita à propriedade, questionar os assistidos sobre possíveis sintomas.  Laís Santos Capel, extensionista em Lontras, faz coro com o colega e apela aos agricultores: “se a família tiver algum sintoma gripal, deve nos avisar, pois estaremos cuidando de nós e da saúde de vocês”.

Ricardo Probst é extensionista rural da Epagri: “nossas visitas não podem parar”

Tomás Pellizzaro Pereira, extensionista da Epagri em Petrolândia, lembra que também são adotadas medidas de prevenção no próprio escritório municipal. Afixado na parede da unidade, um cartaz elaborado pela Epagri já repassa todas as medidas de prevenção. Há também cartazes informando que só entra um assistido por vez e que o agricultor deve aguardar ser chamado. Dentro do escritório, é mantida distância de dois metros entre as pessoas. Caso o agricultor precise usar a caneta do escritório, ela é higienizada com álcool logo em seguida.

“Com a adoção dessas medidas, logo passaremos por esse momento difícil e estaremos juntos novamente”, lembra a extensionista da Epagri em Lontras, Franciani Rodrigues da Silva. Ela reflete a filosofia da Epagri e dos agricultores, da importância de cada um fazer a sua parte para a superação dessa crise sanitária.

A Epagri participa do Comitê Gestor de Inteligência de Dados para o enfrentamento da Covid-19 e mantém o serviço de mapas “Vulnerabilidade Social, Redes Agrícolas e a Covid-19 em Santa Catarina”, que gera dados para tomada de decisão do Estado em relação à pandemia. Também cabe à Epagri acompanhar a evolução dos casos no meio rural.

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista, pelo fone (48) 99989-2992

Veja na TV da Epagri o depoimento do extensionista Tomás Pellizzaro Pereira sobre as medidas de prevenção à Covid-19 no escritório municipal: