Apicultura catarinense ganha força no comando de jovens rurais

  • Categoria do post:Mídia

Santa Catarina é destaque em uma cadeia produtiva sustentada na preservação da natureza. A apicultura está em 16,8 mil propriedades rurais que colhem 6,5 mil toneladas de mel por ano. A produtividade alcança 68kg/km² – um índice muito superior à média brasileira, que é de 5kg/km². A Epagri impulsiona esses resultados com tecnologias e apoio aos produtores, ao mesmo
tempo que forma novos apicultores para garantir a continuidade desse doce e lucrativo negócio.

É na capacitação técnica dos jovens rurais que a empresa aposta para fortalecer a criação de abelhas em Santa Catarina. Quando eles se dedicam à apicultura e à meliponicultura, o resultado é geração de renda com sustentabilidade, redução do êxodo rural, maior adoção de tecnologias e aumento da produtividade das colmeias.

Transformar os jovens em apicultores é a estratégia da Epagri para renovar, profissionalizar e dar novo gás para essa cadeia produtiva

No Planalto Norte Catarinense, esse trabalho deu novo fôlego ao setor e os resultados podem ser medidos nos apiários: em Porto União, um grupo de sete jovens trabalha em parceria com a Epagri desde 2019 e já tem 90 colmeias em produção. Na safra 2020/21, eles produziram 1,8 mil quilos de mel, somando uma renda de R$27 mil.

A Epagri profissionaliza o grupo, com visitas técnicas às propriedades, reuniões, atividades práticas e orientações sobre manejo apícola. A meta é melhorar cada vez mais os resultados. Outro exemplo está no município de Canoinhas, onde a Epagri, em parceria com o Senar e o Colégio Agrícola Vidal Ramos, organizou um treinamento em apicultura para os alunos. Cerca de 100 jovens já participaram das oficinas, que são desenvolvidas no apiário do colégio e oferecem conhecimento para iniciar a criação de abelhas com boa produtividade. Os participantes, na maioria, são filhos de agricultores da região e levam para a propriedade o que aprenderam.

Capacitações e orientação técnica contribuem para elevar a produtividade de mel em Santa Catarina

Mais adiante, acabam procurando a Epagri para acessar políticas públicas como o Kit Apicultura. Em todo o Planalto Norte, a apicultura gera renda para aproximadamente 250 famílias que colhem cerca de 500 toneladas de mel por safra. A maior parte da produção tem origem na vegetação nativa e se sustenta na preservação das matas. E enquanto as abelhas visitam as flores para
polinizar as plantas e produzir o mel, as equipes da Epagri vão de propriedade em propriedade estimular essa cadeia produtiva sustentável – nessa região e em todos os outros cantos do Estado.

Jovens de Porto União profissionalizam a produção de mel

Praticar a apicultura não é só colher mel. A jovem Patrícia Daubermann, de Porto União, aprendeu isso com a Epagri e vê na prática os resultados do manejo correto. “A gente tinha 12 colmeias, mas não alimentava as abelhas no inverno, não fazia o manejo, nem acompanhava o apiário. Os enxames e a produção de mel estavam diminuindo, mas graças à Epagri agora sabemos cuidar das abelhas e estamos vendo que dá muita diferença”, conta.

Patrícia profissionalizou o manejo da apicultura na propriedade e faz o acompanhamento da atividade em planilhas

Patrícia vive na comunidade de Maratá, onde conduz a apicultura com o marido, Alexandre, e o cunhado, Almir. Eles fazem parte do grupo de jovens capacitado e acompanhado pela Epagri no município e, em dois anos, ampliaram o apiário para 30 colmeias. A produção de mel já alcança 200 quilos e, aos poucos, aumenta em quantidade e qualidade.

A família tem na bovinocultura de leite a principal fonte de renda e levou essa experiência para a apicultura. Assim como as vacas, as abelhas são monitoradas com atenção. “Temos uma planilha de acompanhamento das características de cada colmeia e dos manejos necessários. Registramos o tamanho do enxame, a situação da caixa, a presença de parasita ou de alguma doença, a produção de mel e outros dados de forma simples, para facilitar o trabalho”, diz Patrícia.

A jovem já trabalhou por três anos como auxiliar de dentista na cidade, mas decidiu voltar para o campo e está feliz com a decisão. “Voltei porque não me encaixava lá. Sempre gostei da agricultura e de mexer com os bichos: as vacas e as abelhas são minha paixão. No futuro, queremos produzir própolis, pólen e geleia real”.

LEIA ESTA E OUTRAS HISTÓRIAS DE SUCESSO NO BALANÇO SOCIAL DA EPAGRI.

Conheça um pouco do nosso trabalho com apicultura: