Publicação da Epagri aborda risco, incerteza e lucro na agricultura familiar

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A Epagri está lançando o Boletim Técnico “Risco, incerteza e lucro de estabelecimentos agropecuários familiares do Sul do Brasil”. A obra, disponível para download aqui, aborda um tema particularmente vital para a sobrevivência dos negócios dos agricultores e pescadores e é destinada aos técnicos da extensão rural e da pesquisa. Os organizadores e autores são Luis Augusto Araujo e Marcia Mondardo, analistas de socioeconomia da Epagri/Cepa.

Tema da publicação é particularmente vital para a sobrevivência dos negócios dos agricultores
(Foto: Aires Mariga / Epagri)

A publicação objetiva examinar as relações entre risco, incerteza e lucro de estabelecimentos agropecuários, sob amparo da Teoria dos Lucros de Knight. “O desempenho dos agronegócios familiares está em constante desequilíbrio e, neste contexto, os conceitos de incerteza e risco são fundamentais na busca por resultados pelos agricultores”, descreve a apresentação do material.

O trabalho busca fornecer ao leitor informações sobre as evidências da associação entre risco de lucro e determinadas variáveis econômico-financeiras de 230 estabelecimentos agropecuários de produção de tabaco.

A agricultura brasileira, que produz alimentos, fibras, combustíveis e matérias-primas, está submetida a riscos e incertezas de distintas naturezas, entre as quais se destacam: o preço de venda da produção agrícola, de alto grau de imprevisibilidade; as condições climáticas, determinantes da produtividade das lavouras; e o preço dos insumos, variável dependente de variações cambiais e de preços de commodities, com influência direta nos custos de produção.

Aumento dos riscos

De um lado, os riscos associados à agricultura brasileira vêm aumentando com a modernização do setor agrícola e a intensificação do capital em suas diferentes dimensões, especialmente nos últimos 50 anos. De outro lado, agrega-se que a incidência de risco não é a mesma para todos os agricultores e estabelecimentos agropecuários.

A redução dos riscos, das incertezas e das ineficiências dos processos que movem a agricultura brasileira dependem da capacidade dos agricultores de integrar e gerir sistemas cada vez mais complexos. Além disso, as questões conjunturais e as preocupações do presente podem tolher a criatividade e a ousadia necessária para a construção de uma trajetória exitosa de longo prazo, no contexto dinâmico em que os estabelecimentos agropecuários estão inseridos.

Diante do risco e da incerteza, os agricultores, ao tomarem decisões, precisam lidar com a singularidade das variáveis envolvidas. A incerteza está associada a essa situação única, a uma circunstância em que é apenas possível ao agricultor realizar um julgamento intuitivo sobre o futuro que orienta a tomada de decisão. Por sua vez, o risco está associado à probabilidade estatística, baseada na avaliação empírica e análise indutiva, tornando factível ser estimado para o cálculo racional.

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista
(48) 3665-5147 / 99989-2992