Sistema de previsão para controle de doenças reduz a aplicação de fungicidas na produção de tomate

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Agroconnect tomate
Sistema permite reduzir em 60% as aplicações de fungicidas

Requeima, pinta preta, septoriose e mancha bacteriana são as principais inimigas dos produtores de tomate. São doenças causadas por fungos e bactérias que atacam folhas e frutos e podem reduzir drasticamente a produção, provocando grandes prejuízos. Por isso, desde 2010, uma ferramenta desenvolvida pela Epagri ajuda os tomaticultores a fazer um manejo mais preciso dessas doenças, reduzindo o uso de agrotóxicos.

Com base em informações coletadas em 241 estações meteorológicas, o sistema de avisos de alerta para o controle de doenças do tomateiro indica o momento correto para aplicar fungicidas nas lavouras. Ele está disponível na plataforma Agroconnect, um serviço gratuito de informações meteorológicas que mostra se as condições estão favoráveis para o desenvolvimento de pragas e doenças em 43 culturas agrícolas.

O usuário tem acesso a um mapa com os dados de estações meteorológicas distribuídas pelos três estados do Sul. O ícone amarelo significa risco leve para a doença, o laranja indica risco moderado e o vermelho aponta risco severo para a região. Estação em verde significa que não há risco e, quando está azul, é porque choveu mais de 25mm em 24 horas – critério para reaplicação de fungicida preventivo. Clicando na estação, o usuário ainda tem acesso a informações como resumo diário, previsão do tempo para a região e histórico da doença.

O sistema está disponível para todos os tomaticultores de Santa Catarina, abrangendo 2.471 hectares de área produtiva, além de algumas regiões do Rio Grande do Sul e do Paraná. Os principais usuários são um grupo agricultores da região de Caçador que somam 150 hectares no Sistema de Produção Integrada de Tomate (Sispit) – um modelo que combina tecnologias avançadas e boas práticas agrícolas para produzir alimentos seguros e de qualidade. Eles recebem alertas via celular sempre que há necessidade de fazer algum controle na lavoura.
Nessas propriedades, o número de aplicações de fungicidas usados no controle de requeima, pinta preta, septoriose e mancha bacteriana caiu cerca de 60% em relação à produção convencional. Os gastos totais com defensivos por hectare também diminuíram: isso significou R$213.258 a mais no bolso dos produtores em 2018.

Para melhorar, a renda líquida dos agricultores que praticam o Sispit e usam o sistema de alertas é cerca de 50% superior à dos pequenos produtores de tomate no cultivo convencional. Mas o retorno financeiro é apenas uma das vantagens. Com essa tecnologia, o meio ambiente é o maior beneficiado e os consumidores têm acesso a alimentos de qualidade e produzidos com menos agrotóxicos.

Para saber mais, acesse o Balanço Social da Epagri a assista ao vídeo que produzimos sobre esse sistema: