Agricultores de Sangão debatem como preservar o solo e a água

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Manejo adequado do solo ajuda a evitar a erosão

Cerca de 50 pessoas participaram do Encontro Municipal de Conservação de Solo e Água em Sangão, no sul catarinense. Agricultores familiares debateram sobre a importância da proteção do solo para prevenir a erosão, um processo que gera perdas de solo e piora a qualidade da água. O encontro foi realizado pela Epagri em parceria com a prefeitura e a Cresol no dia 5 de setembro.

A engenheira-agrônoma Lilian Gonçalves dos Santos, da Epagri de Sangão, explicou como ocorrem os processos erosivos e como eles podem ser evitados. “É de extrema importância que os produtores estejam atentos aos impactos que o manejo inadequado do solo causa ao ambiente e à produtividade”, disse. Lilian explicou que, além de gerar benefícios ambientais, a adoção de práticas conservacionistas também melhora a renda dos agricultores, pois eleva a fertilidade do solo e a produtividade dos cultivos.

Mandioca

Os participantes também acompanharam um histórico da conservação do solo em Sangão e conferiram como as práticas conservacionistas têm sido usadas nas lavouras de mandioca do município. Marco Antonio Remor, engenheiro-agrônomo da prefeitura, apresentou o impacto dessas práticas no aumento de produtividade. Ele também mostrou o funcionamento do maquinário adaptado para plantio direto de mandioca sobre a adubação de cobertura. Segundo ele, a tecnologia é facilmente adaptável à realidade dos agricultores da região e garante ganhos consideráveis de produtividade, inclusive em áreas com solos degradados.

Os agricultores ainda aprenderam sobre a produção de alimentos em sistemas agroflorestais. De acordo com o engenheiro-agrônomo Leandro Gomes, da Cresol, essa atividade possibilita ótimos ganhos econômicos e ambientais.

Enxurrada e estiagem

O evento foi motivado pelas fortes chuvas que atingiram Sangão em maio, quando foi decretado estado de emergência no município. Os agricultores tiveram prejuízo por conta da erosão e das perdas de solo. Agora, a região passa por um período de estiagem, que, somada ao evento de maio, resultou em solos extremamente compactados, dificultando o arranque e o plantio da mandioca. Essa situação deve impactar na produtividade desta safra e da que será colhida em 2020. “A agricultura da região necessita do apoio do poder público para conhecer formas de conservação do solo. Com isso, nós agricultores conseguiremos diminuir os riscos da atividade e obter lavouras mais sadias”, analisa Romeu de Aguiar, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural.

Assista ao vídeo para conhecer um cultivar de mandioca da Epagri ideal para produção de farinha: