Epagri inicia nova fase no controle da vespa-da-madeira

Com o objetivo de combater em Santa Catarina a vespa-da-madeira, que ataca reflorestamentos, a Epagri já treinou 180 técnicos e identificou centenas de focos de infestação pelo Estado. Agora, o trabalho entra em uma nova fase. A Empresa, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) e o Sindicato Florestal de Curitibanos estão centralizando o recebimento de materiais infestados, coletando amostras para realizar exames e verificando o índice de parasitismo das vespas pelo nematoide Beddingia siricidicola.

O nematoide, produzido pelo laboratório da Embrapa Florestas, é um verme de apenas um milímetro que age como inimigo natural da vespa-da-madeira, fazendo o controle biológico da praga. Ele é aplicado no tronco das plantas atacadas e parasita as larvas do inseto, provocando a produção de vespas adultas estéreis, o que controla a multiplicação da espécie.

De acordo com relatório da Embrapa, o número de doses de nematoides utilizadas para o controle da vespa-da-madeira tem aumentado de forma significativa. “Acreditamos que, dentro de alguns anos, os danos causados pela vespa sejam bem pouco expressivos. Para isso, é muito importante esse trabalho de verificação do índice de parasitismo como forma de avaliar a eficácia do método utilizado no controle da vespa, sem descuidar das demais práticas de controle”, destaca Gilmar Michelon Dallamaria, extensionista da Epagri em Curitibanos.

A Vespa da Madeira (Sirex noctilio) é uma espécie nativa da Europa, da Ásia e do Norte da África. Na década de 1940, foi detectada na Nova Zelândia, onde causou grandes prejuízos à silvicultura local. Com o passar dos anos, foi migrando para outros países e continentes, chegando ao Uruguai em 1980 e ao Brasil em 1988, através do Rio Grande do Sul.

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