Agricultores de Meleiro aprendem sobre conservação do solo e milho VPA

meleiro milhoProdutores rurais de Meleiro, no Sul do Estado, participaram de um dia de campo sobre conservação do solo e milho variedade de polinização aberta (VPA) no dia 2 de março. O evento, realizado pela Epagri, reuniu 13 participantes na propriedade da família Zilli, que abriga uma Unidade de Referência Técnica (URT) em milho.

Os participantes puderam observar uma área de 9 mil metros quadrados onde foram semeados, em junho do ano passado, adubos verdes de inverno, aveia, ervilhaca e espérgula. Após o manejo da adubação verde, na primavera, foi semeado o milho SCS 155 Catarina, uma variedade de polinização aberta desenvolvida pela Epagri.

A engenheira-agrônoma Vera Regina Camargo, da Epagri de Meleiro, explicou aos agricultores as diferenças entre os milhos híbridos, as variedades locais e crioulas e as variedades de polinização aberta. Ela também apresentou as características agronômicas do SCS 155 Catarina. “Os milhos VPA se destacam pela rusticidade frente a intempéries climáticas e a condições de fertilidade do solo. Também têm baixo custo de implantação quando comparados a sementes híbridas. Essas variedades têm a grande vantagem de possibilitar que o agricultor produza a própria semente”, destacou.

milho meleiroA agrônoma contou, ainda, que as variedades tradicionais de milho de polinização aberta foram substituídas, nos últimos 40 anos, pelos híbridos. Hoje os híbridos dominam o mercado e têm maior potencial produtivo, mas são mais exigentes em tecnologia, como adubação e uso intensivo de agrotóxicos.

Os participantes também assistiram à apresentação de Ricardo Sant’Anna Martins, engenheiro-agrônomo da Epagri de Maracajá, que falou sobre as espécies que podem ser usadas com adubação verde e plantio direto, como espérgula, aveia e ervilhaca. Ele destacou a importância de se fazer coquetéis de adubos verdes usando espécies das famílias das gramíneas e das leguminosas. “As gramíneas têm a vantagem de fornecer uma boa cobertura vegetal para o solo e as leguminosas têm a capacidade de fixar o nitrogênio”, ressaltou.

O extensionista também chamou a atenção dos agricultores sobre a importância da manutenção da cobertura vegetal. ”A curto prazo os benefícios podem não ser tão imediatos, mas a longo prazo o solo fica mais estruturado, resistente a adversidades climáticas e com uma boa camada de matéria orgânica.”