Fruticultura cresce no Planalto Norte Catarinense

frutas planalto norteA produção de frutas de clima temperado ganha força no Planalto Norte Catarinense e ajuda a alavancar a renda de diversas famílias. É o caso de Ademar Barth, de Monte Castelo, que cultiva em sua propriedade uma grande variedade de uvas, como Niágara Branca e Rosada, Bordô, Isabel Precoce, Poloski, Violeta e Concord. Seja para consumo in natura, seja para produção de sucos e vinhos, essa diversificação permite à família ampliar o leque de vendas.

O vitivinicultor conta com orgulho que mais de 90% da produção da última safra foi vendida rapidamente. Os valores de venda variaram de R$ 2,50 a R$3,00 o quilo e foram superiores aos oferecidos pelos atacadistas locais. A safra surpreendeu pela produtividade e a qualidade das frutas foi excelente.

Ademar Barth, de Monte Castelo, produz uma grande variedade de uvas

Ademar Barth, de Monte Castelo, produz uma grande variedade de uvas

Por trás desse resultado tem bastante trabalho e também a ajuda da Epagri. Técnicos ligados à fruticultura estiveram no vinhedo e, sob os olhares do coordenador regional do programa Planorte Frutas, engenheiro-agrônomo Jânio Seccon, ensinaram ao vitivinicultor a técnica correta de poda invernal para cada cultivar.

Assim como no vinhedo de Ademar, o Planorte Frutas ajuda a consolidar a cadeia produtiva de frutas de clima temperado em diversas propriedades do Planalto Norte. Com a soma de esforços do Governo Estadual, de agentes técnicos de diversas entidades ligadas à fruticultura, cooperativas, associações, sindicatos e secretarias municipais de agricultura, a fruticultura vem conquistando espaço no cenário agrícola da Região.

Um bom exemplo desse sucesso é a Cooperativa dos Fruticultores do Planalto Norte Catarinense (Cooperpomares), em Monte Castelo, que está a pleno vapor nas atividades de classificação, embalagem e comercialização de maçãs. A cooperativa vem trabalhando em regime de dois turnos de trabalho, gerando mais de 50 empregos diretos, e com expectativa de classificar mais de 3 mil toneladas de maçã neste ano. Graças a esse desempenho, os membros já analisam a possibilidade de ampliar o portfólio de frutas manipuladas na packing house e produzir sucos e polpas congeladas.