Iporã do Oeste realiza seminário sobre sustentabilidade na produção leiteira

iporaAgricultores, técnicos, autoridades e estudantes dos municípios de Belmonte, Iporã do Oeste, Itapiranga, São João do Oeste, Santa Helena e Tunápolis se reuniram em Iporã do Oeste para o Seminário Regional sobre Sustentabilidade na Produção Leiteira. O evento, promovido pela Epagri e prefeitura no dia 17 de novembro, reuniu cerca de 200 pessoas.

O seminário contou com três palestras. A primeira foi sobre manejo da fertilidade do solo para produção de plantas forrageiras visando à redução de custos com melhor utilização dos insumos, ministrada pelo engenheiro-agrônomo Alcione Miotto (IFSC São Miguel do Oeste). Segundo o palestrante, a sustentabilidade na produção do leite começa pela base do sistema, que é o solo. “É o solo que determina o potencial produtivo de uma propriedade, pelo tamanho da área e suas características naturais. Observando isso e adotando um manejo voltado para maior ciclagem de ipora2nutrientes entre as plantas e solo, poderemos produzir plantas forrageiras com altos volumes de produção e com menor custo. Isto possibilitará maior número de animais por área e aumento do volume de litros de leite por hectare”, explica Miotto.

Outro tema de palestra foi sobre o melhoramento genético para bovinos de leite, abordado pelo médico-veterinário da Epagri de São Miguel do Oeste, Jaime Prestes. Ele apontou as principais características que os rebanhos devem ter pera que possam expressar sua máxima produtividade em sistemas de produção à base de pastos perenes de verão.

Fechando o evento, o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, engenheiro-agrônomo Airton Spies, explanou sobre os desafios para a atividade de bovinocultura leiteira e as perspectivas do setor para médio e longo prazo. Segundo ele, nos últimos anos houve instalação de grandes aglomerados industriais no setor lácteo, principalmente na região oeste de Santa Catarina, com atuação nos três estados do sul do Brasil. “Diante disso, precisamos nos preparar para a exportação de leite, pois atualmente produzimos mais do que é consumido e a saída é a exportação do excedente”, ressalta.