Alho catarinense é produzido com sementes livres de vírus

alho1A região de Curitibanos é o principal polo produtor de alho nobre em Santa Catarina. A atividade faz parte do dia a dia dos produtores, geradora de trabalho, renda e emprego para muitas pessoas. Na cadeia produtiva, cada hectare de alho gera quatro empregos diretos e quatro indiretos. Nas terras altas e de clima frio, os produtores colhem em média 10 toneladas de alho por hectare.

alho4Os municípios que mais produzem alho no Estado são Curitibanos, com 600 hectares; Frei Rogério, com 450 hectares; Fraiburgo, com 400 hectares e Lebon Régis, com uma área plantada de 275 hectares. Na última safra, os produtores catarinenses colheram 20 mil toneladas de alho, garantindo assim a posição do Estado como segundo maior produtor nacional de alho.

Um dos grandes problemas que afetou a cultura em Santa Catarina e no Brasil e quase inviabilizou a atividade foi a presença de um complexo de vírus, transmitido de uma lavoura para outra por meio da semente. Para mudar esse quadro e garantir a oferta de sementes de qualidade, a Epagri desenvolveu pesquisas para livrar a cultura da contaminação dos vírus. O trabalho teve início em 2005 na Estação Experimental de Caçador, em parceria com outras unidades de pesquisa da Epagri e produtores.

alho2O pesquisador Anderson Luiz Feltrim diz que na região onde a Epagri desenvolveu a semente de alho livre de vírus em torno de 95% dos produtores já utilizam a tecnologia. Os ganhos na produção vão de 30 a 50% em relação ao alho que não passou por um processo de limpeza.

Além da produção de sementes livre de vírus, a Epagri desenvolve outras pesquisas a campo. Uma delas que está chamando a atenção dos produtores está relacionada com a quantidade de adubo utilizada nas lavouras, bem mais que o necessário. “O produtor está exagerando no uso da adubação. Nos resultados preliminares das unidades demonstrativas deu para perceber que é possível reduzir de 30 a 50% os custos com a adubação”, contabiliza Feltrim.