Produtores de São Joaquim conhecem os benefícios do adensamento de plantio em macieira

IMG_2710Fruticultores, técnicos e estudantes da região de São Joaquim se reuniram no dia 8 de fevereiro, na Estação Experimental da Epagri do município, para conferir como o adensamento de plantio pode incrementar a produtividade de macieiras. Participaram mais de 40 pessoas, que no dia de campo também conheceram os resultados de pesquisa da Empresa nessa área.

A Epagri mantém uma área experimental com macieiras adensadas, onde os participantes conheceram como a técnica ocorre na prática. O cultivo da área foi feito em 2006 com as cultivares Maxi Gala e Fuji Suprema sobre o porta-enxerto M-9, nas densidades de plantio de 1.562 a 3.125 plantas por hectare, com espaçamentos que vão de 0,8m a 1,6m entre plantas, por 4m entre as fileiras.

De acordo com o pesquisador Mateus Silveira Pasa, a densidade de plantio só traz benefícios. IMG_2715“Essa técnica está diretamente relacionada com aumento da produtividade, com a precocidade da produção, com a escassez e a maior eficiência de mão de obra, com a qualidade da fruta, com o aumento da rentabilidade do pomar e com a eficiência na interceptação da luz solar, entre outros fatores importantes”, diz ele. Segundo Mateus, nessa safra as frutas estão apresentando uma boa qualidade em termos de coloração e tamanho, conforme visto no campo, com a produtividade podendo chegar tranquilamente a 50  toneladas/ha.

O gerente da Estação Experimental, engenheiro-agrônomo Marcelo Cruz de Liz, explica que os sistemas adensados (mais de 2,5 mil plantas/ha) são uma realidade em outros  polos de produção de maçã no  Brasil, bem  como em outras partes do mundo. “Na região de São Joaquim ainda IMG_2700predomina a baixa e a média densidade – que vai de 500 a 2 mil plantas/ha -, com uso de porta-enxertos vigorosos como Marubakaido. Entretanto, devido à diminuição da mão de obra,  à facilidade dos tratos culturas e aos ganhos de eficiência técnica, os fruticultores da região  devem pensar em sistemas que possam facilitar  a produção com uso de porta-enxertos menos vigorosos,  como por exemplo o Marubakaido com filtro e a linha de porta-enxertos da Universidade de  Cornell da  série CG, o  M-9 e  o M-26”, comenta.

Marcelo explica que esses porta-enxertos podem ser utilizados, desde que verificado bem o local e a tecnologia disponível, o solo, o tutoramento das plantas, a qualidade das mudas e principalmente a mudança de atitude do fruticultor para um novo sistema de plantio, de condução e de poda das plantas. Ele reforça que todas essas tecnologias estão à disposição dos fruticultores e do setor para que se tenham pomares mais produtivos e melhor manejados, com frutas de melhor qualidade e com maior eficiência de mão de obra. “Também é importe que tenhamos técnicos e fruticultores bem informados e capacitados com a realidade da nossa região, pois isso será fundamental para se garantir a competitividade e evolução do setor”.