Baía da Babitonga ganha monitoramento das correntes marinhas

correntometro baia babitongaA partir de quarta-feira (15) a sociedade terá acesso a informações das correntes marinhas na Baía da Babitonga, no litoral Norte de Santa Catarina. Os dados podem ser vistos no site da Epagri/Ciram e complementam outras informações ambientais já fornecidas para essa baía, como a altura da maré, a precipitação (volume de chuva), a temperatura e a velocidade e direção do vento.

De acordo com o pesquisador Matias Boll, responsável pelo projeto de monitoramento ambiental na Baía da Babitonga, o monitoramento das correntes marinhas vem sendo feito desde dezembro por um correntômetro (foto), instalado junto ao Terminal Portuário de Sant Catarina (Tesc). O equipamento, da empresa americana Falmouth Scientific, mede acusticamente as correntes marinhas em águas rasas (até 200 m de profundidade).

Ele explica que o correntômetro monitora de 5 em 5 minutos uma série de variáveis ambientais, incluindo a temperatura da água, a salinidade, a direção e a velocidade das correntes no local. Após a leitura, os valores registrados são transmitidos via GPRS para o banco de dados da Epagri/Ciram em Florianópolis, onde passam por um controle de qualidade. A partir de quarta-feira, todas as informações geradas poderão ser acessadas em tempo real no site do Ciram.

O correntômetro custou em torno de R$ 85 mil, adquirido com recursos do Projeto Finep ClimaSul, e passa a fazer parte da rede de monitoramento oceanográfico da Baia da Babitonga. Essa rede conta também com três estações maregráficas que medem a altura da maré no porto de São Francisco do Sul, no porto de Itapoá e na Ilha da Paz.

Argeu Vanz, oceanólogo da Epagri/Ciram, destaca que essa rede de monitoramento gera informações que vão aumentar a segurança de navegação e de manobras portuárias na Baía da Babitonga e poderão ser usadas para adoção de medidas de prevenção e contenção no caso de acidentes com cargas perigosas. “Além disso, a disponibilização das informações através da internet também permite um aumento na segurança de embarcações turísticas e de pesca artesanal, muito comuns na região”, ressalta Vanz.

Esses equipamentos, aliados aos outros cinco marégrafos instalados ao longo da Costa Catarinense (Balneário Camboriú, Florianópolis, Imbituba, Laguna e Balneário Rincão) compõem o Projeto Monitoramento Costeiro. Com essa iniciativa, a Epagri presta um serviço muito importante à população costeira e ao agronegócio catarinense, que tem seus principais produtos sendo exportados de forma mais segura e com mais competitividade.